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São poucos os jogos que nos prendem por horas e ainda nos deixam aquela sensação de saudade antes mesmo de acabar. E quando terminam, parece que ainda existe alguma coisa que está esperando por você. Eu me senti assim quando estava chegando ao final de Grandia, um dos RPGs mais fantásticos que eu já joguei ao longo de todos meus anos de vida gamer.
Grandia conta a história de um sonhador chamado Justin. A trama é envolvente e repleta de ótimas surpresas e personagens mais do que marcantes. Não é todo jogo que começa após o “fim do mundo”. Bem vindo, isto é Grandia.
Não é qualquer RPG
Antes de começar, é bom deixar claro: Grandia não é um RPG normal. Ele modificou sua época e trouxe elementos que só seriam vistos após anos. O (ainda desconhecido) Misako Usui colocou suas fichas nesse projeto assumindo o cargo de produtor do game pela SCEA trazendo o titulo para o Saturn em 1997 e dois anos depois para o Playstation.
A Game Arts, que na época já tinha assinado games como Thexder (PC, MSX – 1985), Lunar, Silpheed (que anos após ganharia a continuação “Project Silpheed”, para X360) e GunGriffon, decidiu investir em um RPG completamente diferente do padrão “Final Fantasy” da época.
Goste você ou não, o sistema de batalhas de Grandia foi importantíssimo não apenas para tornar o game um sucesso instantâneo no Saturn em 1997, mas também ajudou a evolução natural do gênero.
Ao invés de colocar inimigos de um lado e personagens do outro em batalhas por turnos, Grandia tinha um sistema de ação individual baseada na velocidade e no tipo de ataque utilizado. A ordem de ataque era determinada pelos movimentos que o jogador (e inimigos) iam fazer.
Foi assim que surgiu a tão famosa “time line” dos combates, tão comum nos RPGs hoje em dia. Nela você podia ver a ordem dos próximos ataques e bolar sua estratégia para tentar evitar algum ataque poderoso ou montar combos mortais.
O algo a mais
Mas não foram apenas as inovadoras batalhas nem o viciante sistema de evolução que tornaram Grandia merecedor de tanta admiração. Quem conhece essa frase: “See my Power!” deve saber do que eu estou falando...
Justin, Feena, Sue, Rapp, Gadwin e tantos outros personagens deram um show de carisma durante todo o jogo. O design dos personagens ficou a cabo do pouco conhecido Toshiaki Hontani (também responsável por Lunar e autor das lindas artworks que você confere nessa matéria). Uma verdadeira obra prima, no sentido semântico da palavra.
A trama contava as aventuras do jovem Justin, que sonhava em sair pelo mundo colecionando histórias incríveis. Um sentimento muito ingênuo no começo, mas que se transforma em algo simplesmente apaixonante após algumas horas. Justin toma a forma daquele nosso desejo interno de ousar. De tomar decisões e fazer tudo com uma disposição jamais vista.
O diferencial
Eu poderia muito bem ficar aqui analisando critérios técnicos, mas quando se trata de jogos que não são apenas um amontoado de pixels e sim um conjunto de sentimentos, é extremamente difícil descrever as qualidades e características marcantes.
Após 11 anos de seu lançamento original, Grandia já recebeu outras duas seqüências que não fizeram feio, mas perderam um pouco do espírito juvenil e guerreiro de Justin, que até em seu nome podemos encontrar referências. Justin é um nome derivado do Latim Justinus, derivado de Justus, que significa justiça.
Grandia é uma aventura que mexe com os sentimentos. Faz-nos repensar se realmente existe “vida” após a muralha do nosso fim do mundo. Com um visual leve e uma trama muitas vezes simples, o game esconde nas entrelinhas questões que, curiosamente, se aplicam em nossa vida. Como um bom RPG nipônico, mostra que não existe valores melhores que a lealdade e a amizade.
Marcante. Apaixonante. GRANDIoso.
Grandia, para esse game eu tiro meu chapeu :D
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oRly?
Poh o Goluck está com uma cara diferente... Meu Deus mas é o MeioBit Games!!!!
:D
Cara muito maneiro te ver por aqui tb huahuahuaha
:D
WiiReview
Wii, Games e Tecnologia!
Grande Grandia! Sempre quis dizer isso. :D
Me lembro que esse foi o primeiro jogo que joguei no Saturn...
Ótima época onde os jogos eram bons e não apenas gráficos e mais gráficos...
Hehheeh... Também tive o prazer de desfrutar desse jogão. Muito bem lembrado.
Joguei a versão do PS1, simplesmente
memorável esse jogo.
Não lembro as frases das técnicas direito,
mas o dublador do Justin até empolgava,
**** V-Slash ****
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"Um sonho, não é nada mais que o primeiro passo para a realização"
Projeto: Desenvolvimento de Jogos - CE
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46145544
Joguei ele demais!! História totalmente original e divertida!!
Um Slime, dois slimes, três slimes, quatro slimes... um King Slime =)
*SPOILER*
Achei foda a sociedade dos aventureiros virar uma agência de turismo.
*SPOILER*
Gostaria de agradecer o convite do Dori Prata para fazer essa pontinha aqui no Meio Bit. Esperam que vcs tenham gostado ;)
Que isso cara. Como te disse antes, as portas do MB Games estão abertas para pessoas que tenham qualidade. Por falar nisso, parabéns pelo texto, ficou muito bom.
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Vida de Gamer | A vida como ela é (ou deveria ser)!
Lembro-me ainda hoje das Gamers da época dizendo que Grandia seria a resposta da Sega e da GameArts à Final Fantasy VII. Eu acho que é um belÃssimo jogo, tem um sistema de batalha muito melhor, mas FFVII ainda ganha por pouco.
http://lackofstyle.blogspot.com
Eric: Essa Gamers?
http://goluck.files.wordpress.com/2008/06/capagamers03.jpg
:D
Eu juntava dinheiro de lanche pra comprar essas Gamers. Foi a época que marcou a mudança de qualidade. Passei da GamePower para a Gamers, pois além de mais barata (2,90, GamePower era 4,50), o conteúdo era mais bem detalhado (cobertura).
Um Slime, dois slimes, três slimes, quatro slimes... um King Slime =)
Saudosa seja essa época da Gamers cara,
é uma sensação nostálgica sem igual, Gamers Book's,
Sessões noiados... Bons tempos da mÃdia gamer, bem
mais descontraÃda e com toque pessoal, do que as
revistas atuais :P
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"Um sonho, não é nada mais que o primeiro passo para a realização"
Projeto: Desenvolvimento de Jogos - CE
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46145544
Essa era uma delas, Lucas. Mas lembro que teve uma edição onde eles fizeram o review completo, da versão PSOne.
Gamers era "A" revista né... Um dia eu ainda escrevo sobre isso.
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http://lackofstyle.blogspot.com
Grandia não era tipo um remake de Lunar?"
Na verdade se eu não me engano Silpheed era um shmup genérico dum x86 ou pc japarongo, que teve um remake/continuação com gráficos fodões e jogabilidade ruim pro Mega/Sega CD que teve uma continuação num shmup com gráficos bons e jogabilidade duplamente horrÃvel pro PS2 chamado Silpheed: The Lost Planet, que cometeu a façanha de ser um jogo ruim da Treasure, que cometeu a façanha de fazer um jogo fodástico com o Ronald MCDonald, entre outras façanhas lendárias.
Project Sylpheed, apesar do nome quase idêntico, não é bem uma shmup desse falam bem. É algo como "finalmente um jogo de guerra no espaço foda".
Also esse sistema de batalha 'sem turnos' com cooldown deve ser a mesma coisa do Persona.
"This is a movie. I don't want a movie. I want a game." The interminable introductory cinematics weren't even half over at that point.
Parabéns pelo texto, Luck, e Dori por convidar o talentoso garoto. ^_^
Duas palavras no seu texto resumem bem Grandia: "espÃrito juvenil". Ele dá vida ao enredo, carisma aos personagens, brilho ao mundo e frenesi ao sistema de jogo. Como disse certa vez, Grandia é... absoluto!
Esse jogo é maravilhoso, e até hoje me emociono quando escuto algumas músicas do Grandia 1.
Um jogo feito com o coração com toda certeza!
Grandia 4EVER.
Somente Grandia 2 é tão bom quanto o 1 mas infelimente é muito curto.