Meio Bit Games

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Passar de fase? Passa o cartão!

O texto abaixo é do Junior Nascimento, que mora nos Estados Unidos, e experimentou o Need for Speed ProStreet. Então, eu pedi que ele escrevesse suas impressões a respeito. Demorou até que eu tomasse uma atitude e postasse, mas aí vai!

Desde o inicio do videogame como produto de mercado, a renda basicamente advém de venda de consoles, jogos e licenciamentos [ah, nada como pilotar o Snowspeeder em volta dos Imperial Walkers no bom e velho Atari].

Então, como todos nós acompanhamos, o marketing começou a tomar espaço da mesma forma que fisicamente ela toma espaço no nosso mundo real: anúncios em jogos de esporte, roupas calçados e shapes de skate replicando versões reais... Marketing, software e hardware. Precisa de mais realidade do que isso? Claro que sim!

Semana passada comprei Need For Speed: Pro Street, uma tentativa da EA para revitalizar uma de suas franquias mais tradicionais [EA conseguiu não, mas isso é outra história]. Tudo muito bom, tudo muito bem, a dinâmica é sempre aquela: vencer, ganhar premiação para se fazer as upgrades necessárias ao procedimento do jogo. Mas na hora de comprar um dos carros uma coisa me chamou a atenção, num dos carros que eu não tinha dinheiro suficiente para pagar haviam duas opções de compra: "Cash" [do jogo] ou "Microsoft Points".

Microsoft Points? Bom, Microsoft Points é a "moeda" oficial da M$ para seus serviços agregados sob as asas da Live. Conseguir M$P é na base da grana mesmo, 2.000 M$P custam 25 dolares. Com eles você pode comprar jogos no Xbox Live Arcade, musicas no Zune Marketplace, filmes para assistir no Xbox360 e por aí vai.

Mas agora, sutilmente, a EA incluiu em NFS: Pro Street a opção de compra de itens virtuais, que até então tinha valor em uma moeda também virtual, com dinheiro de valor real, tutu, grana, cascalho, dindim!

Isso é sombriamente genial, o capitalismo sempre vem a nos surpreender! Está com os dias contatos um dos ultimos refugios do mérito por competência [não vou contar com os cheats, ok]. Não consegue um carro melhor por não ser bom o bastante no joystick? Tudo bem, pague que você compra o melhor carro logo, ou os melhores pneus, a melhor arma, o melhor jogador para seu time, ou passa de fase logo!! É como jogar cartas e pagar por um coringa bater o jogo logo de uma vez. Legal, né? As produtoras vão achar.

Se o jogo em questão não fosse tão fraco e fácil, eu me sentiria ultrajado, mas acho que essa tendencia vai ganhar espaço por aí. E quem não puder/quiser bancar, que se vire. Technorati Profile

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Alex (não verificado(a))
disse em Seg, 03/12/2007 - 21:53

Exatamente minha opinião quando vi a compra por Micro$oft Points. Daqui a pouco vão cobrar por frame =P

Renato Lellis (não verificado(a))
disse em Seg, 03/12/2007 - 23:34

Isso não é novidade para a EA, em Godfather, por exemplo, quando você jogava na Live, alguns personagens ofereciam armas e outros itens que não podiam ser conseguidos pelo próprio jogo, mas apenas através da compra com Microsoft Points.

É esquisito e acho que a EA erra a mão nisto, mas o mundo do videogame já transbordou para o mundo real há tempos.

Quantas vezes já não vimos pessoas que vendem personagens e itens raros de World of Warcraft e similares no eBay, em troca de dinheiro de verdade?

Qual é a diferença?

Se a empresa embute o comércio no jogo é errado, mas se um progamer (existe essa palavra?) faz isso por conta própria para ganhar uns trocos é aceitável? Sim, não, nenhuma das anteriores?

Outro ponto é o seguinte: jogos difíceis são problemáticos. Pelo menos para o grande público, que não pode ou não quer ficar 32 horas tentando passar de fase. E videogame hoje é entretenimento de massa, basta ver as vendas de Halo e outros títulos populares. Quantos jogos você já deixou de lado por que “empacou” em uma fase? E quem vai comprar a continuação deste jogo? E a versão portátil? Pois é.

O resultado são jogos muito fáceis, muito curtos (Bioshock, COD4, etc) ou ambos (este post fala justamente sobre isso) ou ainda mecanismos internos para "ajudar" o jogador. E se o mecanismo puder engordar alguns dólares no orçamento da produtora, alguém acha que os executivos vão falar não?

A equação dificuldade x público alvo x desenvolvimento cada vez mais caro e complexo x retorno financeiro está longe de ter uma solução simples, o que os desenvolvedores estão fazendo é experimentar, nem sempre com resultados elegantes.

Zio (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 09:01

Isso é uma coisa interessante. Antigamente dava pra zerar um jogo em um fim de semana sem jogar as 48 horas seguidamente, e empacar numa fase era sinônimo de oportunidade quando você pudesse mostrar aos outros que passou. (hoje em dia as pessoas mal pegam um jogo e vão atras de tutoriais no gamefaqs, correm atras de ajuda porque estão a 5 minutos travados em algum lugar, ao inves de curtir cada momento e a dificuldade em si...)

Mas agora, isso nem tem cabimento. Cada jogo leva umas 40 horas, no minino pra zerar, e os fabricantes enchem de coisas "liberaveis" pra mantê-los vivos. E os liberaveis agora são facilitados usando money. Onde vamos parar...

>>Outro ponto é o seguinte: jogos difíceis são problemáticos. Pelo menos para o grande público, que não pode ou não quer ficar 32 horas tentando passar de fase. E videogame hoje é entretenimento de massa, basta ver as vendas de Halo e outros títulos populares. Quantos jogos você já deixou de lado por que “empacou” em uma fase? E quem vai comprar a continuação deste jogo? E a versão portátil? Pois é.

awregan (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 17:01

Eu aceitaria isso de qualquer produtora menos a eletronic arts. Uma empresa que não faz, c*ga jogos.

Keaton (não verificado(a))
disse em Seg, 03/12/2007 - 23:50

Agora é sério.. esse negócio de comprar jogo e ainda ter de gastar dinheiro com no jogo que você comprou já é demais..

Sinceramente, tá ai um jogo que eu não quero mais comprar. (Nota: Need For Speed Underground, Underground 2 e Hot Purstuit 2 são mais divertidos..)

Ah sim.. CADÊ O SISTEMA DE REGISTRO DO MEIOBIT GAMES?

v1r3d (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 01:09

Eles só estão copiando o que é feito em servidores privados (diga-se piratas) de jogos online, é o famoso "donate" ou "paga pra passar".
Daqui a pouco você paga para não morrer no server oficial de BattleField por exemplo, "50% mais HP por apenas M$2000"

OFF:
COD4 é bom, curto mas bom, coloca no último nivel de dificuldade e vê se consegue ir longe fácil assim.

Rafael (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 08:35

Essa prática já é velha conhecida de quem joga MMO.

Agora quanto à COD4, gostei tanto que meu original chega na sexta-feira, junto com starcraft pra eu treinar pra quando o starcraft 2 sair. :D

AceKiller (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 13:16

[otaku mode]
Tem alguma coisa mais safada do que o uso de ROPs do bRO !?
[/otaku mode]

Mas como disse o Rafael, essa tecnica já é velha pra jogadores de MMO, você pode se matar, jogar o dia mês ano a vida toda, mas não será o melhor sem botar a mão no bolso.

Just (não verificado(a))
disse em Ter, 04/12/2007 - 21:41

Se tiver como adquirir o objeto (virtual) desejado sem ser somente comprando, até que vai, deixa pros preguiçosos. Agora, a partir do momento em que seja algo exclusivo dos compradores, eu não jogo mais.
Afinal, só porque o cara tem mais grana que eu, ele vai ser melhor? Vai ter os melhores acessórios?
Imperdoável.

luizsoares1988 (não verificado(a))
disse em Qua, 05/12/2007 - 08:54

O jogo em termos de adversários achei fácil, o que torna o jogo complicado é dinheiro..huauhauua eu que sempre usava táticas de jogar meus adversários para fora da pista no Pro Street to sofrendo, todo o dinheirinho que eu ganho eu gasto pra arrumar o carro que destrui ao errar um adversário e tacá-lo na parede uhahuahhua tenho que fazer os malditos race events 300 vezes pra ganhar dinheiro .O jogo não é lá essas coisas mas tem seus momentos de glória...



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