Meio Bit Games

Rafael Vasconcelos's picture

Gears of War

Como prometido, depois de ter que fazer gambiarras pra me cadastrar na Xbox Live e depois de terminá-lo, finalmente vou falar das minhas impressões do jogo do ano para Xbox 360 (Segundo a Gamespot e outras fontes) que teve uma ótima conversão para PC, Gears of War.

O “cenário da campanha” é o seguinte:

Este é o planeta Sera, um mundo prospero que os humanos chamavam de lar, mas que foi atacado em um terrível dia, conhecido na história como Emergency Day, por terríveis criaturas que habitavam o subsolo, a horda dos Locust. Uma guerra sangrenta teve inicio e a humanidade não teve outra escolha a não ser usar suas armas mais poderosas para tentar acabar com os Locust de vez, mas tudo que eles conseguiram foi destruir sua própria civilização. Os motivos do ataque Locust ainda são desconhecidos. Enredo simples, direto e batido. :P

 rafael_16.02.08

Nesse game você controla Marcus Fenix, um guerreiro que um dia foi um grande e respeitado soldado, mas que caiu em desgraça e foi jogado na prisão por desobedecer as ordens de seus superiores tentando salvar a vida de seu pai. Agora com o mundo muito pior do que estava quando foi preso, Fenix e outros prisioneiros foram soltos para lutar novamente por causa da falta de soldados nas fileiras humanas. A missão de Fenix e sua equipe é recuperar um objeto chamado ressonator, que segundo os seus superiores irá mapear os túneis Locust e com essas informações será planejado um ataque definitivo.

A mecânica de jogo de Gears of War é bem simples, é avançar e matar Locust o tempo todo durante cinco episódios. De vez em quando tem que mexer em algum item no cenário para liberar alguma passagem, mas são poucas vezes, tem também uma fase que é num carro que parece um tanque de guerra. Apesar da mecânica de jogo meio repetitiva, pra quem gosta de ação, muita ação, o jogo é obrigatório.

Uma coisa que eu gostei muito nele foi o sistema de cobertura usando apenas um botão do teclado. Com a barra de espaço você pode fazer Fenix se proteger atrás de praticamente qualquer parede ou qualquer outra coisa que sirva para se proteger de fogo inimigo. Também apenas com esse botão você pode sair da cobertura, mudar de cobertura e dar cambalhotas para se esquivar de balas. Outra coisa legal é que você pode tentar recarregar a arma mais rapidamente se apertar o botão R novamente no tempo certo, se não conseguir a arma trava, se conseguir você ganha um bônus no dano.

Chega um momento no jogo em que Fenix é promovido a sargento e pode comandar o resto da equipe (você joga com Fenix e mais 3 NPC’s). Os comandos são simples, REAGRUPAR, ATACAR e RECUAR, mas nunca espere que o resto da equipe obedeça, cansei de ouvir “NEGATIVE”. Por falar no resto da equipe, eles são burros, muito burros, não conte com eles, também cansei de no meio do jogo pensar coisas como “Está fazendo o que ai seu animal?!”. Ainda bem que GoW tem um co-op mode pra jogar você e mais um amigo pela Live, mas se um morrer, todo mundo volta pro ultimo check point. Agora falando um pouco dos Locust, eles são feios, fortes e falam rosnando, o inimigo monstrengo perfeito pra você gastar mais balas matando um do que sua namorada/irmã/amiga/mãe (Morre, Morre, Morre!!! :P). Tem um deles em especial que eu odeio, é um soldado Locust com armadura vermelha que usa uma BowGun, nunca saia da cobertura antes dele gastar uma flecha. De resto a jogabilidade é clássica de jogos de tiro para PC, WASD para se mexer, mouse para olhar, botão esquerdo atira, botão direito mira.

E por falar em atirar, o jogo tem o “kit básico de destruição” (Pistola, Fuzil de Assalto, Sniper Rifle, Granadas, Lança Granadas, Espingarda) mais um BowGun que solta flechas explosivas (Eu odeio essa arma, se alguém conseguir jogar com ela me diga como), o inocente Hammer of Dawn, um satélite no melhor estilo Ion Cannon de Command & Conquer mas controlável por você com uma mira laser portátil, deve doer... Ou não... Há sim, no fuzil de assalto humano tem um acessório muito singelo, uma moto-serra, só use esse brinquedinho se estiver com uma flanela por perto pra limpar seu monitor/TV.

Esse foi o primeiro jogo que comprei mais por causa dos gráficos. Eu estava procurando um jogo de tiro com a câmera atrás do personagem e vi alguns vídeos dele no youtube rodando muito bem com a minha placa de vídeo (Fica a dica pra quem compra jogos para PC) e me impressionei com a qualidade gráfica do jogo. Eu joguei com DirectX 9 (Eu até instalei o Vista aqui mas tive muitos problemas com o sistema operacional e voltei pro XP mesmo, whatever, isso é assunto pro Meio Bit !!!) mas mesmo assim não percebi muita diferença para os vídeos que eu vi em DirectX 10, talvez a baixa qualidade de imagem no Youtube tenha me enganado. O que importa é que mesmo assim eu não fiquei menos impressionado com os gráficos.

As texturas são perfeitas, os modelos dos personagens são incrivelmente “esculpidos” com as características dos rostos de cada um muito bem definidas. Os cenários também são muito bem detalhados, passam mesmo aquela coisa do “mundo em ruínas” com muitos destroços, corpos espalhados em alguns lugares, manchas de sangue espalhadas, ETC, mas o cenário que eu mais gostei foi da ultima fase no Trem, vale a pena jogar só pra ver aquele cenário (Eu gosto de trens, airships, navios, essas coisas). Os efeitos de luz são fenomenais mesmo no DirectX 9, tem uma parte que você está no subterrâneo invadindo uma base dos Locust que parece ter um rio de ouro derretido (Mas eu acho que aquilo é mesmo ouro).

O som do jogo é muito bom também, sempre durante os combates tocam músicas de ação bem hollywoodianas. Só não gostei muito dos efeitos sonoros de algumas armas, elas parecem que “cospem” as balas.

Quanto ao multiplayer, eu joguei pouco, pois ando muito ocupado, mas apesar de ter jogado pouco deu pra sentir como funciona a coisa. Uma coisa que eu achei estranho foi o limite de 8 jogadores por partida (4 humanos e 4 locust). Parecia pouco até eu ver como são os mapas, bem pequenos e “direto ao ponto”, é como se o mapa dissesse “Vai lá cambada, se matem ai!!!”. Os controles e jogabilidade do multiplayer são exatamente iguais aos do single player, esquema de cobertura e tudo, a única coisa de diferente mesmo que você pode reviver seu personagem nos modos assassination e execution mais rápido apertando o botão de espaço.

E por falar nisso, os modos de jogo multiplayer são:

Warzone: Team Deathmatch, simples assim.

Execution: Warzone, com a diferença de ter que dar o “tiro de misericórdia” em um oponente caído, se não ele revive.

Assassination: Seu time só ganha um round se matar o líder da equipe adversária, o resto dos membros do time revivem se caídos.

Annex e King of the Hill: Controle check-points no mapa para ganhar pontos. Os dois modos têm variações nas regras.

Co-op: Story mode para 2 jogadores, um controla Fenix e outro controla Dom.

Apesar de ter sido um pouco decepcionante no começo, devido a história ser empurrada goela abaixo e personagens serem tão carismáticos quanto um marine de Quake 1, Gears of War se provou um excelente logo de ação bem no estilo MATAR/PILHAR/DESTRUIR. Mais uma vez, se você quer AÇÃO, o jogo é obrigatório.

Gears of War (PC)

(Nota Máxima: 5)
Gráficos: 5
Som: 4
Jogabilidade: 4.5
História: 2.5
Diversão: 4.5
Geral: 4
Complexidade: 2.5

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Dauto's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 09:02

Bom review!

O sistema de cobertura é meio doido. Parece que o cara é um imã e todo toco de parede ele se joga de costas e já cola. =D

Os NPC's nunca irão a um lugar com perigo, a não ser que eles já estejam lá.

Como assim, tio?

Se existir uma metranca no meio de uma rua, os seus "amigos" nunca irão até lá, nem que você esteja numa situação pior do que a deles, até que você faça SUA parte.

Faltou falar da inexistência de life kits, e da "falta" de um indicador de energia. Você é uma espécie de mutante, se tu tomar muito tiro, se proteja que o seu life se recupera. O único indicador de energia que aparece, é uma engrenagem em vermelho que fica mais nítida quando tu tá perto de bater as botas.

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Se eu quisesse realidade, eu não jogava videogame.

EU QUERO DIVERSÃO, CARAMBA!

Rafael Vasconcelos's picture
disse em Dom, 17/02/2008 - 10:02

Sempre fico com a impressão que tá faltando alguma coisa ... =D

EDIT: To fazendo um chack-list de "coisas à analisar" em jogos. Por enquanto tem Enredo/Estória, Personagens, Inimigos, Mecânica de jogo, Jogabilidade/Sistemas Extras/Controles, Gráficos, Som/Música e Multiplayer. Quem tiver sujestões mandem ai.

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There on the battlefield he stands.

Down on the battlefield he's lost.

And on the battlefield it ends.

Bigode's picture
disse em Qua, 20/02/2008 - 08:58

Quantidade de anões e explosões:p. Easter Eggs. História.
"This isn't a videogame," he said in that accusatory tone only 3-year-olds can truly master. "This is a movie. I don't want a movie. I want a game." The interminable introductory cinematics weren't even half over at that point.

Flss's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 09:10

Não teve nem um problema com sttutering(que só melhorou um pouco depois do patch, mas as vezes irrita), save games sumindo?
Apesar disso eu também gostei do jogo, pena que é curtinho :(

Rafael Vasconcelos's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 09:29

Travava um pouco sim, mas eu achava que era por causa dos "loadings". Mas nenhum save meu sumiu.

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Dauto's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 09:32

Mas nenhum save meu sumiu.[2]

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Dauto's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 09:52

A BowGun é muito boa para aqueles bombers. (Uns trogloditas enooooormes - nooooofffaaa - com rocketlauchers).

É esperar eles atirarem e depois revidar. Se errar, f**eu!!

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Se eu quisesse realidade, eu não jogava videogame.

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Bigode's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 19:02

Olha, não joguei Gears of War. Mas todos os jogos de tiro da Epic que eu joguei tem sistema de troca de armas "quente" (troca de arma cancela o esfriamento da arma, compara com os jogos da série quake por exemplo onde o esquema é frio, e a troca de armas é bufferada). Use a bowgun como starter de combos, Alice tinha algumas armas parecidas (faca, jackinthebox e os grilinhos). E o dano por tiro dela deve ser alto, arma boa pra usar quando tá usando alguam coisa pra se cobrir.
"This isn't a videogame," he said in that accusatory tone only 3-year-olds can truly master. "This is a movie. I don't want a movie. I want a game." The interminable introductory cinematics weren't even half over at that point.

disse em Sáb, 16/02/2008 - 11:38

No modo co-op nem sempre quando seu parceiro morre você volta pro inicio ou pro ultimo checkpoint. Pra falar a verdade, isso ocorre na minoria das missões, normalmente ele fica caído e você tem que ir lá dar uma de médico. Isso foi um dos pontos positivos do game pra mim, além desse jogo ter o melhor co-op que já joguei, esse negócio de ajudar o amigo no chão é assaz interessante.
E eu curto bagarai BowGun O_o
Com um pouco de estratégia, você mata vários inimigos de uma vez só.
Você tem q mirar e segurar um pouco o gatilho antes de largar, pra ela pegar força, aí é só esperar um momento de vários inimigos juntos e largar em um deles que explode e leva os demais, ou pelo menos causa um considerável dano ;D
E quanto a inexistência de uma barra de energia.
Eu acho isso ótimo, é a tendência atual e espero que perdure, quanto menos coisas na tela melhor e esse esquema de vida "infinita" desde que não tome muita bala, me agrada muito.

disse em Sáb, 16/02/2008 - 12:42

Esse Co-OP deve ser legal. Eu sempre quis jogar o modo estória junto com um ou mais amigos meus. Nos jogos você normalmente está num tiroteio desenfreado, tentando salvar o mundo sozinho e ninguém do seu lado pra te ajudar. E quanto tem, é um soldado burro igual o fantasma do pacman que morre/some no primeiro tiroteio pra valer.

É legal para fazer umas estratégias mais cooperativas e tal. No modo multiplayer é chato que o jogo tem que ser dinâmico (estratégia coletiva 0), você está jogando com um bando de caras 10 vezes mais viciados que você e que te matam mesmo se você conseguir pegar eles de emboscada com sniper.

E sem falar que para quem gosta de Estória (eu), "Capture the Flag", "Kill Everyone", "Kill the Leader/Vip" é chato que dói.

disse em Sáb, 16/02/2008 - 12:49

Olá pessoal. Há tempo acompanho os blogs do meiobit e começo por comentar esse jogo.

Estas férias, joguei alguns jogos como Crysis, Bioshock e Gears of War (tenho o Call of Duty 4 e Unreal 3, mas nem instalei ainda). Desses, fechei Crysis, estou quase fechando o GoW e comecei o Bioshock.

Destes 3, em termos de jogabilidade e ação, fico com GoW. Crysis é lindo e tal, pesado p/ daná (olha só, tenho um Core 2 Duo T7200 (2Ghz, com 4 MB de cache) e uma GeForce Go 7700 com 512MB, num notebook Asus A8Js, e tive que rodar o jogo com configurações medianas), mas sua jogabilidade é clássica. Bioshock tem uma idéia muito interessante, um bom nível de dificuldade, mas a jogabilidade também é clássica.

O que mais me chamou a atenção e me deu muito prazer foi o sistema de cobertura do GoW. Sinceramente achei uma excelente idéia, trouxe outra realidade ao FPS. Embora você não possa dar uma de Rambo, a dinâmica do jogo te permite muita ação rápida, diferente de outros jogos que tem esses mecanismos.

A maioria dos soldados Locus são muito parecidos com os mocinhos em termos de força, e sua inteligência é bem satisfatória.

Assim, além dos requisitos de imagem e som, Gears of War vale muito apena pelo seu sistema de combate. Espero outros games da série!!!! hehehe..

[]'s a todos,

Carlos

Marcelo Colonia's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 14:15

Excelente review Rafa, tá de parabéns!

Eu tinha visto umas fotos antes e achado o jogo bonito, mas difícilmente compraria. Depois de ler o que você escreveu tô começando a mudar de idéia XD

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Here we stand or here we fall
History won't care at all
Make the bed light the light
Lady Mercy won't be home tonight

Dauto's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 15:06

Infos de personagens:

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Gears_of_War_characters_and_adversaries

Em tempo...

Esses personagens do banner de Unreal tão muito parecidos com os personagens de GoW (Dominic Santiago e Augustus Cole)

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Bigode's picture
disse em Sáb, 16/02/2008 - 18:51

Unreal não teve personagems mto carismáticos, o único que eu me lembro foi a mulher da torre "Bluff's Eversmoking" da qual eu não me lembro do nome.
"This isn't a videogame," he said in that accusatory tone only 3-year-olds can truly master. "This is a movie. I don't want a movie. I want a game." The interminable introductory cinematics weren't even half over at that point.

Rafael Vasconcelos's picture
disse em Dom, 17/02/2008 - 22:37

UPDATE: Testei agora com DX10. As diferenças que eu senti foram uma leve melhora nas texturas, alguns efeitos de luz que não fazem falta que boa queda no frame rate.

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Hawk's picture
disse em Dom, 06/07/2008 - 12:51

Comprei o jogo e estou adorando. É muito bom, a parte de proteção é fantástica. Todos os jogos deveriam ser assim. Zerei ele duas vezes no nível fácil e agora estou jogando o nível médio.



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